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  • 30/05/2024
  • Por dentro do Parque

Notícias

Entrevista | Construindo sustentabilidade: a importância da descarbonização da construção civil

  • 30/05/2024
  • Por dentro do Parque
Romildo Toledo é diretor do Parque Tecnológico da UFRJ e desenvolve materiais sustentáveis para a construção. Foto: Comunicação PTEC-UFRJ

O setor da construção é responsável por 37% das emissões globais de CO2*. Com a crescente urbanização ao redor do planeta, o mundo adiciona, a cada cinco dias, edifícios equivalentes ao tamanho de Paris.

O que fazer para frear essas emissões e descarbonizar a construção civil? Os desafios são grandes, mas as soluções já estão sendo estudadas e desenvolvidas. E vão de materiais de construção sustentáveis à otimização do funcionamento das edificações.

Em uma entrevista exclusiva, conversamos com Romildo Toledo, pesquisador que é referência mundial no tema. Além de diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, ele lidera o NUMATS, laboratório da COPPE/UFRJ dedicado ao desenvolvimento de materiais sustentáveis, como bioconcreto e construções em bambu.

Confira abaixo a entrevista na íntegra, com insights valiosos e estratégias eficazes para reduzir nossa pegada de carbono!

1. Por que a descarbonização da construção civil é tão importante para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa? As construções têm muita “culpa” pelo aquecimento global?

A descarbonização da construção civil é essencial devido ao impacto significativo deste setor nas emissões globais de gases de efeito estufa. Cerca de 40% das emissões de CO? estão associadas ao ciclo de vida das construções, abrangendo desde a fabricação de materiais, como cimento e aço, até a construção, operação e demolição de edifícios. A construção civil consome grandes quantidades de insumos naturais, como areia, brita, água e energia, que são intensivos em carbono.

O cimento e o aço são os materiais mais utilizados na construção civil, e ambos apresentam grandes desafios para a descarbonização. O processo de fabricação do cimento, por exemplo, é responsável por aproximadamente 8% das emissões globais de CO?, devido à calcinação do calcário, que libera CO?, e ao alto consumo de energia. Da mesma forma, a produção de aço é altamente intensiva em carbono, devido ao uso de carvão em altos-fornos e ao consumo significativo de energia elétrica nos fornos de arco elétrico.

Além disso, melhorar os projetos arquitetônicos para maximizar o uso de ventilação e luz natural pode contribuir significativamente para a descarbonização. Projetos que incorporam ventilação cruzada e iluminação natural reduzem a necessidade de sistemas artificiais de climatização e iluminação, diminuindo o consumo de energia. A utilização de elementos de sombreamento, janelas estrategicamente posicionadas e materiais de construção que regulam a umidade também ajudam a manter a eficiência energética e o conforto interno. Para prevenir a proliferação de fungos, é crucial garantir uma boa ventilação e controlar a umidade. Materiais higroscópicos, revestimentos antifúngicos e sistemas de ventilação mecânica com recuperação de calor podem ser integrados aos projetos. A impermeabilização adequada e sistemas eficientes de drenagem também são essenciais para evitar infiltrações e acúmulo de umidade.

2. Quando falamos de descarbonização da construção civil, associamos apenas ao momento da construção. Mas o funcionamento das edificações que representa o problema, não é?

É importante salientar que as edificações possuem uma vida útil longa, de 50 a 100 anos. Portanto, parte das emissões associadas às edificações que temos hoje está relacionada a decisões que tomamos no passado com base nas tecnologias da época. Da mesma forma, a definição das tecnologias que adotaremos na construção civil hoje impactará por muitos anos as emissões desse setor.

Relatórios da ONU, do IPCC e da Agência Internacional de Energia (AIE) destacam a necessidade urgente de reduzir essas emissões para mitigar os efeitos do aquecimento global. As metas incluem alcançar emissões líquidas zero até 2050, com reduções significativas já em 2030 para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C, conforme a ONU. O IPCC recomenda a redução das emissões globais de CO? em 45% até 2030, em relação aos níveis de 2010, e alcançar emissões líquidas zero até 2050. Já a AIE propõe a redução das emissões de CO? do setor de energia em 70% até 2050, com um foco particular na eficiência energética e na eletrificação de setores intensivos em carbono, como a construção civil.

Sem ações concretas para descarbonizar a construção civil, será extremamente difícil alcançar essas metas e evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas. Portanto, a descarbonização do setor da construção não só é vital para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mas também para promover uma infraestrutura mais sustentável e resiliente, reduzindo a dependência de materiais com altas emissões de carbono e incentivando o uso de materiais naturais e renováveis.

3. Quais são os desafios enfrentados na implementação de práticas de construção sustentável e como esses desafios podem ser superados?

Blocos de materiais sustentáveis para construção desenvolvidos no NUMATS. Foto: divulgação

Os principais desafios incluem a disponibilidade limitada de materiais sustentáveis no mercado, o que impacta os custos iniciais devido à falta de escala na produção, e questões logísticas. Além disso, embora existam muitos grupos de pesquisa no assunto, há uma carência de normas específicas e profissionais capacitados. Existem poucos projetos-piloto demonstrativos e uma baixa adesão das indústrias da construção no desenvolvimento conjunto de soluções sustentáveis.

Para superar esses desafios, é necessário implementar políticas de incentivo, investir em educação e capacitação, aumentar a fiscalização e o apoio governamental, e garantir investimentos contínuos. Além disso, a criação de procedimentos e normas específicas, o desenvolvimento de um mercado mais robusto para materiais sustentáveis e a promoção de estratégias que facilitem a escalabilidade das soluções sustentáveis são essenciais para a adoção dessas práticas.

A autoconstrução também apresenta desafios para a construção sustentável. A introdução de novos materiais e métodos construtivos enfrenta, além de questões econômicas e financeiras, barreiras culturais e técnicas. Ampliar o conhecimento e a aceitação do público é imprescindível. Muitas vezes, quando falamos de construção sustentável, destacamos ganhos ambientais e econômicos a médio e longo prazo, mas o comportamento do consumidor brasileiro ainda se baseia em vantagens competitivas de curto prazo.

4. De que maneira políticas públicas e regulamentações podem impulsionar a adoção de práticas de construção sustentável?

Estruturar uma política pública é essencial para consolidar as estratégias de construção sustentável. Por meio de uma política pública bem definida, é possível estabelecer objetivos, metas e instrumentos a serem implementados, além de definir o papel dos atores públicos e privados em diferentes esferas.
A construção civil tem grande interface com o poder público municipal, responsável por regulamentar as políticas de uso e ocupação do solo e os códigos de edificações. Contudo, os governos federal e estadual também desempenham um papel crucial no desenvolvimento do setor, seja pela contratação de obras públicas, financiamento de projetos habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida, ou financiamento de empresas do setor por bancos públicos.

A política pública, a nível federal, deve nortear e instrumentalizar as políticas públicas em outras esferas de governo. Políticas de comando e controle, como leis e regulamentações, são essenciais para propagar práticas de construção sustentável, estabelecendo critérios e exigências mínimas de desempenho das edificações. Exemplos incluem iniciativas da Caixa Econômica Federal, Eletrobrás (Procel) e o programa Minha Casa Minha Vida. Em algumas cidades europeias, já existem limites de carbono para novas construções.

Entretanto, a existência de leis não garante mudanças sem fiscalização eficaz. Políticas de incentivo fiscal, como o IPTU verde, também podem promover práticas sustentáveis no setor. A criação de programas de financiamento específico para construções sustentáveis, a inclusão de critérios de sustentabilidade em licitações públicas e a promoção de certificações ambientais podem impulsionar a adoção de práticas sustentáveis. A disseminação de informações e a educação sobre os benefícios econômicos e ambientais da construção sustentável são igualmente importantes para engajar todos os stakeholders do setor.

*Fonte: ONU 

  • ciência, inovação, meio ambiente, Parque Tecnológico da UFRJ, pesquisa, Rio de Janeiro, sustentabilidade, tecnologia, UFRJ

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E-mail: parque@parque.ufrj.br

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