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  • 13/04/2015
  • Saiu na Mídia

Notícias

Parque tenta ir além do petróleo

  • 13/04/2015
  • Saiu na Mídia

Fonte: Valor Econômico|

O Rio de Janeiro tem potencial para ser tornar a capital da ciência e tecnologia diante da atração de
grandes laboratórios globais de PFriday, February 27, 2015 para o Parque Tecnológico da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mas a redução das encomendas da Petrobras e agora agravadas com
a crise do setor os preços internacionais caíram 50% e houve uma diminuição nas perfurações em todo o
mundo , há uma diminuição no ritmo das pesquisas. Assim, em vias de completar 12 anos, o Parque está
em busca de setores alternativos que garantam sua sustentabilidade para além das fronteiras do petróleo.

“A crise dos últimos anos, na economia brasileira, na Petrobras e na indústria mundial do petróleo, tem trazido grandes preocupações para algumas de nossas empresas. Mas continuamos a receber demandas
de novas companhias, de setores não relacionados ao petróleo, nos quais a UFRJ tem grande capacidade
de pesquisas. A diversificação é um dos caminhos para assegurar a sustentabilidade em momentos de
crise”, diz Maurício Guedes, diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ.

parquevalor

A presença do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes),
centro de pesquisas da Petrobras que atua como âncora no Campus da UFRJ e a descoberta do présal,
anunciada em 2007, fizeram com que a vocação inicial do parque fosse voltada o setor de óleo e gás.
Desde então, viveu o período de maior impulsão com a chegada de novas empresas do setor nacionais e
multinacionais.

Hoje são 12 grandes empresas globais Schlumberger, FMC Technologies, Baker Hughes, Halliburton,
Tenaris Confab, BG Group, GE, EMC², Siemens / Chemtech, Vallourec, Georadar, BR , sete laboratórios e
centros de pesquisa da UFRJ e sete pequenas e médias empresas. Agora, a diversificação se acelera pois a oportunidade de integração com um universo acadêmico de alta qualidade atraiu empresas de diversos setores, entre elas Ambev, LOréal e GE. Em comum, todas investem em inovação e no desenvolvimento de tecnologias de ponta.

“Um parque tecnológico é necessariamente um projeto de longo prazo. Nosso plano inicial era completar a ocupação das áreas em vinte anos. Andamos mais rápido e já temos hoje uma área de expansão
parcialmente ocupada”, diz Guedes. “Nosso desafio continuará sendo aumentar o número de empresas,
principalmente de pequeno e médio porte, fazêlas crescer, e também ampliar a diversidade de áreas de
atuação de nossas empresas.

Além da GE, da LOréal e da Ambev, outras empresas, de variados setores, demonstraram interesse.
“Como são processos ainda em negociação, não podemos falar neste momento sobre elas. O que
podemos garantir é que o ambiente aqui criado tem gerado interesse por parte de várias companhias dos
mais diferentes perfis e áreas de atuação”, acrescenta Guedes.

Espaço para crescer não falta. Inicialmente, o parque contava com uma área de 350 mil m2 . Hoje, deste total, ainda há 60 mil m2 disponíveis para a entrada de novas empresas e instituições. Além disso, em 2012, a área do parque foi expandida em 240 mil m2 por conta da aquisição de uma área do Exército, na Ilha do Bom Jesus, pelo governo do Estado. O parque tem ainda disponíveis outros 25 mil m2.

Na GE o investimento no centro de pesquisas global é de mais de R$ 1 bilhão até 2020. São 160
funcionários, incluindo 130 pesquisadores e engenheiros das áreas de negócio, que atuam em conjunto
para a validação de pesquisa aplicada. O centro poderá receber até 400 profissionais dependendo do
desenvolvimento dos setores. São quatro áreas técnicas: sistemas de bioenergia, sistemas inteligentes, software e produtividade, e sistemas offshore e submarinos.

O centro foi inaugurado oficialmente em novembro, mas já funcionava desde 2011. Segundo Marcelo Blois, líder do centro de excelência da área de software e produtividade, a partir de 2013 foram desenvolvidas e entregues diversas pesquisas nas áreas de transporte e logística para empresas, a avaliação do sistema de saúde do Rio, e um sistema de monitoramento de turbinas de energia nos navios FPSO.

Segundo Flavio Torres, vice presidente industrial da Ambev, para abrigar o novo Centro de Inovação e
Tecnologia (CIT), a empresa avalia uma área de 16 mil m2 na Ilha do Fundão. O centro contará com
laboratórios de alta tecnologia, equipamentos para prototipagem de inovações e plantas fabris
experimentais em nano e micro escala, que serão usados na pesquisa de novas matérias primas,
formulações de líquidos, processos e embalagens. A ideia é produzir protótipos para atender a demanda
crescente por novos produtos, até mesmo em quantidade suficiente para a comercialização em mercados
teste.

“O foco será pesquisar, desenvolver e testar inovações para o mercado de bebidas com tecnologia de
ponta na produção de cerveja sem álcool, modernos sistemas de filtração de cerveja e refrigerante, impressoras 3D, laboratórios de última geração, linha de envase para todas tecnologias de embalagens, entre outros”, relata.

Parque Tecnológico da UFRJ
Rua Leopoldo de Meis, nº 301, 3º andar
Ilha da Cidade Universitária, Rio de Janeiro (RJ) – Brasil
CEP: 21941-855

Tel: +55 3733-1800
E-mail: parque@parque.ufrj.br

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